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Equipe Christóvão da Gama - Equipe Christóvão da Gama Atualizado em 18/09/2026

Mastologia

6 minutos de leitura

O que é mastectomia simples?

Entenda o que é mastectomia simples, quando a cirurgia é indicada no tratamento ou prevenção do câncer de mama e como ela preserva o músculo peitoral.
Resumo
  • A mastectomia simples remove toda a glândula mamária, incluindo pele, aréola e mamilo.
  • O procedimento preserva a parede torácica e os músculos peitorais localizados abaixo da mama.
  • Os linfonodos da axila são geralmente poupados, sem a necessidade de esvaziamento axilar completo.
  • A técnica é indicada para carcinomas in situ, estágios iniciais ou cirurgia preventiva.
  • Mesmo sem reconstrução imediata, a intervenção apresenta baixos índices de complicações e boa recuperação.

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o que é mastectomia simples

O que é mastectomia simples

Entenda como funciona a cirurgia de remoção total da mama e conheça as indicações cirúrgicas de forma clara e objetiva.

Toda mulher sabe: receber a indicação de uma cirurgia nas mamas gera um turbilhão de dúvidas e inseguranças logo nos primeiros minutos de consulta. Você sai do consultório tentando processar nomes técnicos e entender o impacto que isso terá no seu corpo e na sua rotina. Entre os termos médicos mais comuns está a mastectomia simples, um procedimento seguro e com objetivos muito precisos. O fundamental, neste momento, é compreender que as técnicas cirúrgicas evoluíram para oferecer intervenções cada vez menos agressivas.

A cirurgia mamária é um dos pilares do tratamento oncológico e da prevenção para pacientes de alto risco. Assim, conhecer os detalhes da operação ajuda a reduzir a ansiedade antes da internação. O planejamento adequado e o diálogo transparente com o cirurgião mastologista garantem um processo mais seguro.

Hospital Christóvão da Gama, além de atender a região de Santo André e Diadema, conta com mastologistas renomados atendendo em ambas unidades. 

Para agendamento de consultas, ligue: (11) 4020-0057

  • Unidade Santo André - Av. Dr. Alberto Bernadetti, 476a. Vila Assunção.
  • Unidade Diadema - R. São Jorge, 98. Centro.

Como a cirurgia é realizada na prática?

A mastectomia simples, também chamada de mastectomia total, é o procedimento clássico que consiste na remoção completa do tecido glandular mamário juntamente com a pele sobrejacente, a aréola e o mamilo. A principal característica desta técnica é a preservação total da parede torácica e do músculo peitoral, que não é cortado ou removido durante o procedimento.

A abordagem axilar também é mais conservadora. Na mastectomia simples padrão, a axila é poupada e não ocorre o esvaziamento axilar total dos gânglios linfáticos. Em alguns quadros clínicos específicos, a equipe médica pode associar apenas a biópsia do linfonodo sentinela para avaliar as primeiras estações de drenagem da linfa. Essa preservação muscular e linfática favorece uma reabilitação mais rápida e reduz o risco de sequelas motoras.

Quais são as principais indicações para o procedimento?

A indicação cirúrgica depende de fatores como o tamanho do tumor, a extensão da lesão e o risco genético da paciente. A decisão passa sempre por uma avaliação médica detalhada e individualizada. As situações mais frequentes incluem os cenários abaixo.

  • Carcinoma ductal in situ extenso: casos em que células anormais ocupam uma área grande dos ductos mamários, inviabilizando cirurgias conservadoras menores.
  • Câncer de mama em estágio inicial: tumores que não podem ser tratados apenas com a retirada parcial da mama (lumpectomia) devido à proporção em relação ao volume mamário.
  • Cirurgia profilática (preventiva): recomendada para pacientes com mutações genéticas confirmadas, que apresentam risco elevado de desenvolver câncer de mama no futuro.

Vale ressaltar que a mastectomia simples também pode ser feita de forma bilateral. Isso ocorre quando há necessidade de tratar ou prevenir lesões em ambas as mamas simultaneamente, ou até para alcançar simetria corporal. Estudos mostram que o procedimento, mesmo realizado sem reconstrução plástica imediata, apresenta um perfil seguro, baixas taxas de complicações cirúrgicas e índices elevados de satisfação com o resultado do tratamento.

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Qual a diferença entre mastectomia simples e radical?

A principal dúvida nos consultórios envolve a diferença entre os tipos de mastectomia. A variação cirúrgica determina a quantidade de tecido removido e o tempo de reabilitação. A tabela a seguir explica de forma objetiva essas diferenças anatômicas.

Tipo de cirurgiaMúsculo peitoralLinfonodos da axila (Gânglios)
Mastectomia simples (total)Preservado integralmentePreservados (sem esvaziamento completo)
Mastectomia radical modificadaPreservado integralmenteRemoção de parte ou totalidade dos linfonodos
Mastectomia radical (Halsted)Removido completamenteEsvaziamento axilar completo

Atualmente, a mastectomia radical clássica é muito rara. A medicina oncológica moderna prioriza técnicas conservadoras sempre que as condições clínicas permitem. A escolha técnica visa garantir o controle da doença com o menor impacto físico possível para a paciente.

Como fica a mama depois de uma mastectomia?

O resultado visual e tátil da região operada depende diretamente do planejamento da reconstrução mamária. O mastologista em conjunto com o cirurgião plástico estuda as melhores alternativas para restaurar o volume da mama. Quando a paciente realiza a reconstrução imediata, ela já acorda da anestesia com o contorno mamário refeito.

As técnicas de reconstrução utilizam próteses de silicone, expansores de tecido ou retalhos do próprio corpo (como pele e gordura do abdômen ou das costas). Se a reconstrução precisar ser adiada por motivos médicos ou opção pessoal, a região torácica fica plana com uma cicatriz linear suave. É possível utilizar sutiãs com próteses externas de silicone para manter o equilíbrio postural e a simetria estética.

A mastectomia simples cura o câncer de mama?

A cirurgia é uma etapa fundamental e curativa para o controle local da doença. Contudo, o tratamento oncológico costuma ser multidisciplinar. Dependendo das características das células tumorais, a paciente pode precisar de terapias complementares sistêmicas para eliminar focos microscópicos residuais.

Essas terapias incluem sessões de radioterapia, quimioterapia, terapia alvo ou bloqueio hormonal. A combinação cirúrgica com esses tratamentos complementares é o que reduz os índices de recidiva local e amplia as chances de cura definitiva. O oncologista clínico define esse cronograma pós-operatório.

Quais são os riscos e como é a recuperação?

Como qualquer intervenção cirúrgica de médio a grande porte, existem riscos inerentes ao procedimento. Entre as intercorrências mais comuns está a formação de seroma, que é o acúmulo de líquido sob a cicatriz decorrente do processo inflamatório natural de cicatrização. A equipe médica pode optar pelo uso de drenos temporários para eliminar esses fluidos ou adotar técnicas cirúrgicas modernas de selamento tecidual que ajudam a reduzir a saída de secreções.

Pesquisas recentes indicam inclusive que, em situações selecionadas, a dispensa do uso de drenos pós-operatórios proporciona boa recuperação funcional, satisfação com o contorno torácico e início pontual dos tratamentos complementares. A reabilitação cotidiana envolve cuidados práticos que favorecem o processo regenerativo:

  • limitar a movimentação brusca e a elevação dos braços nas primeiras semanas;
  • higienizar o curativo e a ferida cirúrgica conforme as instruções recebidas na alta hospitalar;
  • evitar carregar peso excessivo ou realizar esforço físico intenso no primeiro mês;
  • realizar exercícios orientados de fisioterapia motora para recuperar o movimento do ombro sem dor.

Procure o pronto-atendimento se notar vermelhidão intensa, calor na região, febre ou dor que não melhora com a medicação prescrita. O suporte médico contínuo garante uma reabilitação segura e a retomada progressiva das atividades diárias.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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